A presidenta do TSE está em contato com os Tribunais
Regionais Eleitorais (TREs) com o intuito de verificar as necessidades
de cada localidade em relação à segurança e, caso necessário, poderá
autorizar o envio de Força Federal para assegurar o funcionamento da
Justiça Eleitoral. A ministra pretende visitar todos os 27 regionais até
o dia 7 de outubro, data do primeiro turno da eleição.
Associações
Além
do presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), Nelson
Calandra, compareceram também os presidentes das associações estaduais
de juízes e os próprios juízes eleitorais de algumas localidades. A
ministra Cármen Lúcia destacou que o TSE estará de portas abertas e se
colocou à disposição para ouvir as reclamações e sugestões dos juízes
com o objetivo de criar um canal direito de comunicação entre esses
magistrados que trabalham na linha de frente da eleição e o TSE.
Na
opinião da ministra, o trabalho em conjunto permite que todas as
dificuldades sejam superadas de maneira mais rápida e eficiente. Ela
destacou que o juiz eleitoral representa "os olhos e os ouvidos" do TSE
em cada localidade do Brasil. "O objetivo é criar uma sintonia fina para
que os serviços ao cidadão que tem o direito de votar sejam prestados
com rigor, com moralidade, com responsabilidade e com celeridade", disse
a ministra.
Ela afirmou ainda que deseja "que os candidatos se
comportem de maneira coerente com o que espera a sociedade brasileira:
com lisura, com responsabilidade, com seriedade e que o juiz também
possa exercer o seu papel, a sua função, exatamente para que cada
cidadão se sinta confortável em sua condição e orgulhoso de ser um
brasileiro que leva adiante a democracia, porque ele é o protagonista de
sua história". Cármen Lúcia lembrou que existe um acirramento muito
maior nas eleições municipais do que nas chamadas eleições gerais e,
portanto, acredita que a segurança precisa ser "mais ostensiva".
Para
o coordenador da Justiça Estadual na AMB, Walter Pereira de Souza, esse
contato do TSE com o movimento associativo representa aproximação e
trabalho conjunto para que a execução dos trabalhos do Judiciário tenha
sucesso. "A ministra Cármen Lúcia teve uma lúcida atitude, que a
magistratura tem que aplaudir, ao convidar o movimento associativo para
dividir a responsabilidade na execução da eleição deste ano, defendeu.
MP já entrou com dois pedidos de rejeição
Os
dois primeiros pedidos de impugnação divulgados pelo Ministério Público
Eleitoral foram referentes as cidades de Barcelona e Monte Alegre. Os
processos são contra o candidato a prefeito do município de Barcelona,
Carlos Zamith de Souza (reeleição), e o candidato a vice-prefeito de
Monte Alegre, Solon Ubarana da Silva. De acordo com o MP Eleitoral, os
dois candidatos tiveram contas rejeitadas pelo Tribunal de Contas do
Estado, em razão de irregularidades insanáveis que configuraram atos
dolosos de improbidade administrativa. Em razão disso, incidem em causa
de inelegibilidade prevista na Lei da Ficha Limpa.
No caso do
candidato a vice-prefeito de Monte Alegre, Solon Ubarana da Silva, ele
teve as contas relativas ao período em que exerceu o cargo de prefeito
da cidade rejeitadas por duas vezes. A ação destaca que "restou
devidamente caracterizada a prática de fracionamento de despesas". As
contas foram julgadas irregulares, tendo sido determinada a restituição
ao erário de mais de R$ 30 mil, além do pagamento de multas.
Já o
candidato a reeleição em Barcelona, Carlos Zamith de Souza, dispensou
injustificadamente a licitação para a aquisição de gêneros alimentícios
destinados a uma creche. Além disso, foi condenado pelo Tribunal
Regional Federal da 5ª Região a suspensão dos direitos políticos pela
prática de ato doloso de improbidade administrativa. De acordo com a
decisão "restou configurado que o réu, ex-prefeito, agiu de forma
negligente no trato com a coisa pública, ante a malversação dos recursos
e a completa desídia para com o controle de obras fundamentais para a
saúde da população local".
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