quinta-feira, 11 de julho de 2013

Sepultamento do estudante Francisco Davi de Almeida Teixeira será realizado hoje na terra natal dos pais

Cerca de 70 pessoas participaram do velório do estudante Francisco Davi de Almeida Teixeira. O corpo chegou às 17h30 na capela 1 do centro de velórios nobairro Potengi, na Zona Norte de Natal. O sepultamento está marcado para hoje, no município de Caiçara do Rio dos Ventos, após a missa de corpo presente, que será realizada na Igreja Matriz da cidade, às 10h. A família deverá sair para o município às 8h.  Os pais de Davi chegaram muito emocionados ao local do velório, às 17h10. “Acho que foi uma irresponsabilidade do condutor do ônibus”, declarou o pai de Davi, o pedreiro Francisco Edilson Teixeira, 43.
Edu BarbozaPais de Francisco Davi ficaram inconsoláveis durante o velório 
Pais de Francisco Davi ficaram inconsoláveis durante o velório

Muito abalada, a mãe de Davi, Silvanira de Almeida, 42, que trabalha como manicure, resumiu-se a falar sobre o que o filho representa para ela. “Ele era maravilhoso, era minha vida. Acabou a minha vida”, disse, entre lágrimas. A família de Davi é de Caiçara do Rio dos Ventos. Os pais moram em Natal há cerca de 17 anos, segundo informou a   prima de Davi, Robenize de Almeida Jorge, 29. Ele era filho único.

Todos lembram de Davi como um garoto estudioso e aplicado. Além de frequentar a escola regularmente, ele estava fazendo um curso de design gráfico. Saía logo cedo de casa, no Loteamento Boa Esperança, no bairro Lagoa Azul, e tomava o ônibus para a escola com os primos.  “Ele fazia o mesmo trajeto sempre. Os primos deram sorte de não tomar o mesmo ônibus, que estava lotado. Decidiram pegar o que vinha atrás”, contou a prima.

Davi estudava na Escola Estadual Tiradentes, localizada no Barro Vermelho. Com a decisão da direção de suspender as aulas ontem, aproximadamente 30 colegas de Davi compareceram ao velório, confirmando os depoimentos de que ele era querido por todos. Funcionários da escola também estiveram presentes para prestar homenagens. Segundo colegas do 8º A e funcionários da escola, Davi era bom aluno e uma boa pessoa. “Ele era legal. Era muito tímido e sentava lá atrás na sala”, contou a estudante Amanda Águida da Silva, 15.

 De acordo com a diretora da Escola Estadual Tiradentes, Edilza Maria da Silva, foi ela quem informou à mãe sobre o acidente. “Soube em casa. Quando cheguei na escola, fui na sala e confirmei que ele não estava lá. Então liguei para a mãe dele. Ela ainda não sabia. Avisei sobre o acidente, dizendo que tinha sido no ônibus em que ele estava. Não dei detalhes, então ela achou que ele estava entre as pessoas que foram para o hospital”, relatou a diretora. Edilza disse ainda que Davi era excelente aluno.

A prima de Davi, Robenize de Almeida Jorge, informou que, no momento, a família está muito abalada para pensar em procurar a Justiça.


Informações obtidas junto a TN

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