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Movimento defende inocência de Marcelo Bovo e critica conclusões apressadas de delegado que investiga a chacina dos PMs
“Não vou falar mais nada. Muitas vezes a gente falando alguma coisa até
atrapalha a investigação”, disse Costa. “Eu quero ter um pouco de
sossego, a gente não está aguentando mais. A família está sofrendo, não
está podendo trabalhar”, disse, em frente ao Departamento de Homicídio e
Proteção à Pessoa (DHPP).
O tio-avô de Marcelo levou ao DHPP uma chave que foi encontrada por uma equipe de televisão em frente à casa onde a família morreu e que foi entregue a ele. A chave estava embrulhada em um papel, mas Costa não soube dizer a quem pertencia ou o que abriria.
Durante o dia, o delegado que comanda as investigações, Itagiba Franco, evitou falar com a imprensa. Só deve voltar a se manifestar quando aparecer alguma informação relevante. Por enquanto, a polícia ainda acredita na tese de que Marcelo matou o pai, o sargento da Rota Luiz Marcelo Pesseghini, a mãe, a cabo Andréia Regina Pesseghini, a avó, Benedita Oliveira Bovo, e a tia-avó, Bernadete Oliveira da Silva. Depois, segundo crê a polícia, Marcelo se suicidou.
Já o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Fernando Grella, disse que a morte dos PMs só será esclarecida após laudos periciais. Em entrevista à Rádio Estadão, Grella disse que as provas colhidas até o momento confirmam a hipótese inicial da polícia de que o filho do casal, Marcelo teria assassinado os pais, suas avó e tia-avó e cometido suicídio. No entanto, “nenhuma linha de investigação pode ou deve ser descartada”, lembrou o secretário.
Enquanto isso, integrantes do grupo “Loucos pela Paz” fazia uma manifestação considerando precipitadas as investigações que apontam o adolescente com autor do crime. Numa das faixas podia-se ler: “Não fui eu! Sou mais uma vítima de um governo conivente com criminosos. Chama o Batman”.
Na manhã de ontem, uma semana depois do crime, o Colégio Stella Rodrigues, onde Marcelo estudava, na Freguesia do Ó, na zona norte de São Paulo, voltou às aulas. A movimentação de jornalistas foi grande, mas alunos e pais evitaram comentar a tragédia. Foram contratados psicólogos para ajudar os professores a lidar com o tema. Funcionários da escola disseram que ainda não é o momento para se pronunciar.
O tio-avô de Marcelo levou ao DHPP uma chave que foi encontrada por uma equipe de televisão em frente à casa onde a família morreu e que foi entregue a ele. A chave estava embrulhada em um papel, mas Costa não soube dizer a quem pertencia ou o que abriria.
Durante o dia, o delegado que comanda as investigações, Itagiba Franco, evitou falar com a imprensa. Só deve voltar a se manifestar quando aparecer alguma informação relevante. Por enquanto, a polícia ainda acredita na tese de que Marcelo matou o pai, o sargento da Rota Luiz Marcelo Pesseghini, a mãe, a cabo Andréia Regina Pesseghini, a avó, Benedita Oliveira Bovo, e a tia-avó, Bernadete Oliveira da Silva. Depois, segundo crê a polícia, Marcelo se suicidou.
Já o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Fernando Grella, disse que a morte dos PMs só será esclarecida após laudos periciais. Em entrevista à Rádio Estadão, Grella disse que as provas colhidas até o momento confirmam a hipótese inicial da polícia de que o filho do casal, Marcelo teria assassinado os pais, suas avó e tia-avó e cometido suicídio. No entanto, “nenhuma linha de investigação pode ou deve ser descartada”, lembrou o secretário.
Enquanto isso, integrantes do grupo “Loucos pela Paz” fazia uma manifestação considerando precipitadas as investigações que apontam o adolescente com autor do crime. Numa das faixas podia-se ler: “Não fui eu! Sou mais uma vítima de um governo conivente com criminosos. Chama o Batman”.
Na manhã de ontem, uma semana depois do crime, o Colégio Stella Rodrigues, onde Marcelo estudava, na Freguesia do Ó, na zona norte de São Paulo, voltou às aulas. A movimentação de jornalistas foi grande, mas alunos e pais evitaram comentar a tragédia. Foram contratados psicólogos para ajudar os professores a lidar com o tema. Funcionários da escola disseram que ainda não é o momento para se pronunciar.
Perícia recebe celulares de família de PMs morta na Zona Norte
O Instituto de Criminalística de São Paulo recebeu nesta segunda-feira (12) cinco celulares, um computador e um tablet da família Pesseguini, encontrada morta dentro de casa. Os peritos vão analisar as ligações feitas e recebidas pelos ocupantes da casa entre a noite de domingo (4) e a manhã de segunda-feira (5). Quatro pessoas foram ouvidas nesta segunda: um tio-avô do menino, um policial que trabalhava como paí dele, a mãe de um aluno e o aluno.
A análise dos aparelhos vai mostrar aos peritos quantas ligações o sargento Pesseghini e a cabo Andréia receberam entre a noite de domingo (4) até a manhã de segunda-feira (5) e quem ligou para eles.
Os médicos legistas já sabem a posição e a distância dos tiros que mataram as cinco pessoas. Mas ainda não concluíram qual foi a sequência das mortes.
Exames como a concentração de substâncias químicas podem dar essa resposta.
Alguns não podem ser realizados pelos laboratórios da Polícia Científica e devem ser feitos na Universidade de São Paulo (USP).
Por causa disso, os primeiros laudos sobre o local do crime e a análise dos corpos só devem sair na semana que vem.
A polícia já ouviu 21 pessoas. Hoje foi a vez do tio-avô do menino prestar depoimento.
Até agora a polícia já tem certeza que depois dos crimes, Marcelo dirigiu o carro da mãe até a escola de madrugada, assistiu às aulas, voltou pra casa de carona e se matou.
Também sabe que o menino tinha adoração pelo pai. Depois de uma semana fechada, a escola onde Marcelo estudava reabriu as portas e retomou as aulas.
Laudo
A informação sobre quando o sargento foi morto é baseada na análise das manchas de sangue e constará no laudo do Instituto de Criminalística que será entregue à Polícia Civil. O laudo necroscópico das outras vítimas também deverá ser concluído na próxima semana. A Polícia Civil aguarda agora a análise do computador usado pelo adolescente e dos telefones celulares da família.
Na semana passada, a polícia já havia informado que exames preliminares apontavam a sequência de mortes na residência da Rua Dom Sebastião.
Primeiro teria morrido o pai do garoto, depois a mãe, a cabo Andréia Regina Bovo Pesseghini, de 36 anos, em seguida, a avó dele, Benedita de Oliveira Bovo, de 67 anos, e a tia-avó, Bernadete Oliveira da Silva, de 55 anos.
A Polícia Civil quer ouvir também duas vizinhas da família do garoto. Uma delas teria presenciado por diversas vezes Marcelo colocando e tirando o carro da garagem da casa onde ocorreram os crimes.
A outra vizinha, segundo Franco, relatou a uma emissora de televisão ter visto um carro rondando a casa da família Pesseghini.
A polícia tenta ainda localizar outras duas vizinhas que teriam ouvido os tiros e outros colegas de Marcelo. Para a Polícia Civil, Marcelo é suspeito de assassinar a própria familia e depois se matar.
O delegado geral da Polícia Civil, Luiz Maurício Blazec, disse que a investigação ainda não está concluída. "Nada está sendo desprezado, todos os informes trazidos pelas testemunhas estão sendo verificados e serão checados. A linha de investigação principal ainda é a autoria atribuída ao menino. O caso ainda não está concluído, aguardamos os laudos a fim de que eles possam ou não comprovar de forma concreta esta tese", disse Blazec.
Na quinta-feira (8), um policial militar ouvido no DHPP disse que o sargento da Rota havia ensinado o filho a atirar. A informação foi confirmada pelo delegado Itagiba Franco, responsável pela investigação.
Todas as vítimas morreram com tiros na cabeça disparados pela pistola .40 que pertencia a Andréia, indicou a perícia realizada nos corpos. O delegado citou que Marcelo tinha 1,60 metro e não era um garoto franzino, apontando que ele tinha condição de manipular a arma. A testemunha disse ter presenciado uma dessas "aulas de tiro", que ocorriam em um estande na Zona Sul da capital paulista.
O PM, que morava na mesma rua da família, também informou ao DHPP que o sargento e a mãe do jovem, a cabo Andréia Pesseghini, ensinaram o filho a dirigir automóveis e que o jovem tirava o carro da família todos os dias da garagem. O automóvel foi localizado na rua onde o garoto estudava e a polícia investiga se ele dirigiu até lá, assistiu à aula e só depois retornou para casa e se matou
O procurador-geral de Justiça, Márcio Fernando Elias Rosa, designou os promotores Norberto Joia e André Luiz Bogado Cunha para acompanhar as investigações sobre as mortes da família na Zona Norte. Os promotores deverão acompanhar Franco em todas as oitivas.
Motivação
O delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo disse na quinta-feira que as investigações buscam, agora, a motivação do crime.
Questionado se existe a possibilidade da participação de outra pessoa no crime, Blazeck informou que essa “não é uma questão fechada”. “Dependemos dos laudos para confirmar isso. Por enquanto, continua a versão inicial”, disse, em relação ao envolvimento apenas do garoto de 13 anos nos assassinatos.
G1
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