Apesar de manifestar solidariedade, Lula acertou com a presidente
Dilma Rousseff uma estratégia para não prolongar o desgaste. Em vigor
desde o ano passado no Palácio do Planalto, a lei do silêncio sobre os
desdobramentos do mensalão será mantida, sob o argumento de que decisão
judicial é para ser cumprida. ”Temos um acordo de não falar sobre esse
assunto”, disse o ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral).
O ex-presidente do PT e o ex-ministro da Casa Civil se entregaram à
sede da Polícia Federal em São Paulo na sexta-feira (15), pouco após a
expedição dos mandados de prisão pelo relator do processo, Joaquim
Barbosa.
Os dois passaram a noite na carceragem da PF, localizada no terceiro
andar do prédio. Por volta das 8h, foi servido café da manhã aos
condenados, com pão com manteiga, café e frutas.
A expectativa é que todos os réus se apresentem espontaneamente à
polícia para depois serem encaminhados à Superintendência da PF no
Distrito Federal. Uma aeronave já está pronta para o transporte no
domingo.
Uma vez em Brasília, os réus passarão por exame de corpo de delito e
ficarão sob custódia da Polícia Federal. Em seguida, o juiz de execuções
penais deverá expedir o documento para que cada um cumpra sua
respectiva pena de prisão, respeitando-se o tipo de regime (fechado,
semiaberto, aberto), o Estado de origem do réu e a comarca.
Dirceu, condenado a 10 anos e 10 meses de prisão por envolvimento no
mensalão, divulgou na sexta uma “carta aberta ao povo brasileiro”, em
que diz que é inocente e que foi condenado sem provas. Genoino também
divulgou nota, reiterou ser inocente e disse considerar-se um “preso
político”.
Jornal de Hoje
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