repórter
Responsável pela investigação de crimes no bairro de Felipe Camarão, na zona Oeste de Natal, a 14ª DP tem, no momento, perto de 300 investigações de homicídios ocorridos nos últimos cinco anos para dar conta. Do total, 72 foram abertas este ano, e avançam a passos lentos. Esse é apenas um exemplo. As delegacias distritais de três das áreas que registram mais assassinatos em Natal (Quintas, Felipe Camarão e N Sra. Da Apresentação) instauraram, este ano, 148 inquéritos, que estão praticamente parados.
Júnior Santos
Na
14ª DP, o trabalho é árduo para o delegado titular, Luiz Lucena, que
conta com nove agentes e duas viaturas. “Não temos estrutura suficiente
para investigar todos os crimes, principalmente aqueles que envolvem o
tráfico de drogas”, alertou Lucena. Segundo ele, o número de agentes
está muito abaixo do ideal. Ele reclama da estrutura atual e destaca a
necessidade de criação de uma Divisão de Homicídios para aliviar o peso
sobre a equipe.
“São nove agentes quando o ideal deveria ser no mínimo 20. Ficamos sobrecarregados com os inquéritos de homicídios e enquanto não criarem um DHPP [Divisão de Homicídios], vamos continuar assim”, alertou Lucena. Ele mostra a situação da delegacia que assumiu há apenas dois meses. As prateleiras na sua sala e no cartório da DP estão abarrotadas de inquéritos deste ano e de até cinco anos atrás. São envelopes e mais envelopes, pastas e mais pastas de papéis que compõem uma investigação policial.
Na zona Norte, a 9ª DP tem situação parecida: são oito policiais, duas viaturas e 54 inquéritos de homicídios instaurados neste ano, sem contar as ocorrências que ainda estão sob análise e não foram iniciadas. O delegado Dimas Genuíno que assumiu a DP há apenas duas semanas afirma que a questão do homicídio é o ponto crítico em todas as delegacias. “Aqui já foram uns 210 inquéritos instaurados, sendo 54 homicídios. Nesta semana, já foram três casos e já tive de passar a ouvir as testemunhas”, comentou.
O mesmo cenário pode ser visto onde funciona a 7ª DP. A unidade que cobre as Quintas e o Bairro Nordeste conta com 10 agentes, um delegado, um escrivão e duas viaturas. Em 2013, soma 85 inquéritos, sendo 22 referentes a homicídios. Com a sede oficial no bairro das Quintas interditada há quatro meses, a delegacia funciona provisoriamente no 1º andar do prédio da 14ª DP, em Felipe Camarão.
Segundo o chefe de investigação, Givanilson Ferreira, o número de boletins de ocorrência vem caindo muito pelas dificuldades de deslocamento da população. Existe apenas uma linha de ônibus que liga Quintas à Felipe Camarão.
Os números da violência assustam. Neste ano, Macaíba já conta com o maior número de assassinatos da história: quase 90 registros. Pouco se vê quanto à conclusão de investigações e a prisão dos culpados. A última ação do tipo, na cidade, foi na quarta-feira, 11, quando policiais civis de Macaíba prenderam duas pessoas acusadas de serem mandante e executora do assassinato do flanelinha Wagner Aguiar de Lima, 24, morto em 6 de outubro.
“São nove agentes quando o ideal deveria ser no mínimo 20. Ficamos sobrecarregados com os inquéritos de homicídios e enquanto não criarem um DHPP [Divisão de Homicídios], vamos continuar assim”, alertou Lucena. Ele mostra a situação da delegacia que assumiu há apenas dois meses. As prateleiras na sua sala e no cartório da DP estão abarrotadas de inquéritos deste ano e de até cinco anos atrás. São envelopes e mais envelopes, pastas e mais pastas de papéis que compõem uma investigação policial.
Na zona Norte, a 9ª DP tem situação parecida: são oito policiais, duas viaturas e 54 inquéritos de homicídios instaurados neste ano, sem contar as ocorrências que ainda estão sob análise e não foram iniciadas. O delegado Dimas Genuíno que assumiu a DP há apenas duas semanas afirma que a questão do homicídio é o ponto crítico em todas as delegacias. “Aqui já foram uns 210 inquéritos instaurados, sendo 54 homicídios. Nesta semana, já foram três casos e já tive de passar a ouvir as testemunhas”, comentou.
O mesmo cenário pode ser visto onde funciona a 7ª DP. A unidade que cobre as Quintas e o Bairro Nordeste conta com 10 agentes, um delegado, um escrivão e duas viaturas. Em 2013, soma 85 inquéritos, sendo 22 referentes a homicídios. Com a sede oficial no bairro das Quintas interditada há quatro meses, a delegacia funciona provisoriamente no 1º andar do prédio da 14ª DP, em Felipe Camarão.
Segundo o chefe de investigação, Givanilson Ferreira, o número de boletins de ocorrência vem caindo muito pelas dificuldades de deslocamento da população. Existe apenas uma linha de ônibus que liga Quintas à Felipe Camarão.
Os números da violência assustam. Neste ano, Macaíba já conta com o maior número de assassinatos da história: quase 90 registros. Pouco se vê quanto à conclusão de investigações e a prisão dos culpados. A última ação do tipo, na cidade, foi na quarta-feira, 11, quando policiais civis de Macaíba prenderam duas pessoas acusadas de serem mandante e executora do assassinato do flanelinha Wagner Aguiar de Lima, 24, morto em 6 de outubro.
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