Desempregada, ela mora em Parnamirim, cidade da Grande Natal. Porém, há
duas semanas vive na Maternidade Escola Januário Cicco, na capital
potiguar, onde recebe alimentação adequada e acompanhamento médico.
“Quando descobri que esperava três meninas, pensei que o médico estava
brincando comigo”, conta Maria.
Matéria exibida na manhã desta quarta-feira (19) no Bom Dia RN mostra
que Maria faz exames de ultrassonografia constantes para verificar o
estado dos fetos. A gestação trigemelar é rara em mulheres anãs, ainda
mais quando se engravida de forma natural. A gravidez, aliada ao nanismo
e à idade dela, torna a gestação arriscada.
A ginecologista Patrícia Fonseca diz que a gravidez é de alto risco
porque não há espaço no ventre da mãe para os bebês crescerem. Mas, de
acordo com a enfermeira Alane Matos, que tem acompanhado o quadro, a
gravidez não apresentou complicações nem os bebês apresentaram quaisquer
patologias até o momento.
O pai das crianças foi embora e Maria Dulcineia não tem contato com
familiares. Ela não tem notícias dos pais biológicos nem dos que a
adotaram. Atualmente, se mantém com doações de pessoas que se
sensibilizam com a história dela. “Eu vivia só, mas agora tenho três pra
cuidar e pra me acompanhar pro resto da vida”, disse.
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