Na carta de apoio à presidente petista, os governadores governistas dizem que compreendem as dificuldades atuais pelas quais o país atravessa e lutamos para superá-las
Por Estadão Conteúdo
Dezesseis governadores que se reuniram
com a presidente Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto, divulgaram
nesta terça-feira, 8, documento intitulado “Carta pela Legalidade”, em
apoio ao seu mandato e “contra o acolhimento do pedido de abertura de
processo de impeachment”.
Antes da divulgação do texto, 15 dos
governadores participaram de encontro com Dilma, no Planalto, durante
uma hora e meia. Na saída, endossaram que “o processo de impeachment,
aberto na última quarta-feira, carece desta fundamentação” porque “não
está configurado qualquer ato da Presidenta da República que possa ser
tipificado como crime de responsabilidade”.
No encontro, estavam presentes
governadores do PT e de partidos da base aliada, como PMDB, PCdoB e PSD.
Os três governadores do PSB, cuja bancada do partido na Câmara dos
deputados se diz independente e tem adotado uma postura favorável ao
afastamento da presidente, também participaram da reunião de apoio à
Dilma.
Na carta de apoio à presidente petista,
os governadores governistas dizem que compreendem as dificuldades atuais
pelas quais o país atravessa e lutamos para superá-las.
“Todavia, acreditamos que as saídas para
a crise não podem passar ao largo das nossas instituições e do respeito
à legalidade”, afirmaram. “Por isso, ciosos do nosso papel
institucional, conclamamos o país ao diálogo e à construção conjunta de
alternativas para que o Brasil possa retomar o crescimento econômico com
distribuição de renda”, prosseguem.
Ao condenarem o processo de impedimento,
os governadores que apoiam Dilma disseram que “o mecanismo de
impeachment, previsto no nosso ordenamento jurídico, é um recurso de
extrema gravidade que só deve ser empregado quando houver comprovação
clara e inquestionável de atos praticados dolosamente pelo chefe de
governo que atentem contra a Constituição”.
Após o encontro, a presidente iniciou
uma segunda reunião com um grupo maior de governadores, incluindo
integrantes do PSDB, como o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin,
para tratar sobre o Plano Nacional de Enfrentamento à microcefalia,
lançado no último sábado, no Recife.
Neste encontro ampliado, a pauta foi o
surto provocado pelo Zika Virus, que já atinge 16 Estados. O governador
do Maranhão, no entanto, aproveitou o encontro de todos os governadores
para condenar a tentativa de se votar o impeachment contra Dilma no
Congresso.
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