A região centro-sul do Brasil concentrou cerca de 70% das missões de
transporte de órgãos para transplante realizadas pela Força Aérea
Brasileira (FAB) nos últimos três meses. Nesse período, a bordo de
aviões militares, 60 órgãos foram transportados.
Nesta terça-feira (13/09) foi concretizada a 51ª missão. A aeronave
C-97 Brasília, operada pelo Esquadrão Pioneiro (III ETA), sediado no Rio
de Janeiro, pousou na Base Aérea de Campo Grande às 11h50, horário
local (12h50 pelo horário de Brasília), com a equipe médica a bordo para
captar um fígado.
“Nossa equipe já acompanhou algumas dessas missões e o apoio da FAB é
sempre fundamental, visto que existe uma escassez de doadores em certas
regiões. Como o Brasil é um país de dimensões continentais, a logística
provida pela FAB facilita e acelera o transporte para as localidades
onde se espera a chegada do órgão”, avaliou o cirurgião da equipe
Ronaldo de Oliveira.
A cirurgia de retirada do órgão foi realizada na Santa Casa de Campo
Grande. A doadora de 47 anos morreu de hemorragia provocada por um AVC.
Os rins foram transportados em voo comercial para São Paulo. O fígado
para o Rio de Janeiro.
De acordo com a Central Nacional de Transplantes (CNT), a receptora
do fígado é uma jovem de 19 anos. O caso recebeu priorização máxima da
Central Estadual de Transplantes do Rio de Janeiro por ser considerado
grave. A paciente está com insuficiência hepática fulminante internada
no Hospital São Francisco de Assis onde será realizada a cirurgia de
transplante. Além da gravidade da situação, a seleção do paciente a ser
transplantado considera o resultado dos testes de compatibilidade de
órgão.
“O paciente que receberá o fígado transportado nessa missão está há
quatro dias aguardando. Estávamos torcendo para que logo surgisse um
doador. Assim que se soube da existência de um doador em Mato Grosso do
Sul, a FAB prontamente atendeu às nossas necessidades e, agora, há de
correr tudo bem”, afirmou o médico.
Essa foi a 51ª missão realizada pela FAB desde junho. Neste período
foram transportados 60 órgãos para transplante, sendo dois rins, três
pulmões, cinco pâncreas, 26 corações e 24 fígados.
“Essa missão representa um ganho enorme para a Força, mas, acima de
tudo, para todos os cidadãos brasileiros, visto que são eles os reais
beneficiados com sua execução. Para nós, é um orgulho muito grande poder
realizar nosso trabalho e ainda salvar vidas, que é o resultado final
dessa missão”, afirmou o Major Flávio Cardoso Abadie, comandante da
aeronave.
Fonte: FAB


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