sexta-feira, 12 de junho de 2015

Polícia realiza operação e prende suspeito de executar homem com mais de 70 tiros

A linha de investigação sobre a motivação do homicídio leva a crer que tem ligação com o tráfico de drogas


67i67i5Jornal de Hoje: Cerca de quatro meses após um crime que chocou a sociedade potiguar, a Polícia Civil, através da Delegacia de Homicídios de Natal, conseguiu, finalmente, prender na manhã desta quinta-feira, o suspeito de ter executado com 78 tiros de pistola (calibre 380), o receptador Tércio Duarte da Silva, de 34 anos. Adriano Lemos Araújo do Nascimento, de 29 anos, também é conhecido por “Raul Ferraz”, “Cabeça” e “Matador” e que ele possui ligação com o tráfico de drogas.
O crime aconteceu no dia 3 de fevereiro passado, na rua da Lagosta, entre o conjunto Alagamar e Vila de Ponta Negra. “Conseguimos provas irrefutáveis que revelaram a participação de Adriano Lemos no crime. A moto preta usada no dia do crime era dele e o capacete preto, que foi apreendido na casa dele, também foi identificado como sendo o utilizado pelo atirador. Não temos dúvida da participação dele na morte de Tércio”, detalhou o delegado titular da Dehom, Fábio Rogério.

Marcos – o motorista que levava Tércio. Foto: José Aldenir
Marcos - o motorista que levava Tércio. Foto: José AldenirO local da prisão não foi informado. De acordo com o delegado, as investigações ainda irão prosseguir, pois ainda existem outras pessoas que estão envolvidas com o crime.
A Dehom havia detido no dia 24 de abril passado, Marcos da Silva Andrade, 33 anos, motorista que transportava Tércio Duarte. Um detalhe que chamou a atenção da polícia foi quando ele revelou que o atirador interceptou o carro em que vinham e pediu para ele (Marcos) sair, antes de executar a vítima (Tércio).
Tércio: a vítima dos 78 tiros. Foto: CedidaTércio: a vítima dos 78 tiros. Foto: Cedida
Para o delegado Fábio Rogério, Marcos foi um homem frio em seu depoimento, sem demonstrar preocupação com a morte brutal do ‘amigo’. A partir daí, as investigações começaram a ser direcionada na identificação do autor dos disparos. “A linha de investigação sobre a motivação do homicídio leva a crer que tem ligação com o tráfico de drogas e estamos trabalhando para desvendar este crime em sua totalidade. Já sabemos que o provável atirador teria fugido recentemente de uma unidade de saúde”, disse o delegado, na época.
Quantidade de tiros impressionou até a polícia. Foto: José Aldenir
Quantidade de tiros impressionou até a polícia.  Foto: José Aldenir
Agora, o matador de Tércio está preso. A prisão dele foi resultado de uma operação bem sucedida da Dehom, denominada “Recado dado”. Além da prisão do executor, a polícia cumpriu outros mandados de busca e apreensão em pontos distintos da capital.

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